quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Curso de Capacitação


Estação Ecológica


  
Cenas de um trabalho de campo no Curso de Ilustração Científica na Estação Ecológica da UFMG. 

Aqui os alunos tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos em um laboratório à céu aberto, com práticas de desenho de observação da natureza, e experimentação de materiais e técnicas.



 Aulas práticas.



Preparo de papeis para aquarela.
 
Aplicação de efeitos na técnica molhada.

 







sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mantis

Obras do acaso!
Uma visita inesperada trazida por um amigo biólogo...
 


Evolução do desenho.
Técnica: lápis de cor aquarelado e grafite.
Caderno de campo.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Rinella schneideri


Após alguns meses trabalhando com desenhos na técnica do ponteado para ilustrar outras espécies, meus dedos tendem a ficar calejados! 

Por último saiu o desenho da espécie  Rinella schneideri, conhecido popularmente no Brasil como Sapo-cururu.

O vídeo abaixo documenta a aplicação da técnica, com alguns acidentes que ocorreram durante a elaboração e as correções.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Relíquias

As primeiras pinturas em aquarelas e acrílicas datadas entre os anos de 1981 a 1991.



  • Trabalhos antigos que já os considero relíquias!  Quando comecei a dominar a técnica da aquarela, percebia que as manchas de tintas me conduziam ao naturalismo, e sem querer, fui guiado pelo inesperado marcado pelo pincel.

  • A variação da técnica ajudava a mudar o tema e o estilo, e nas pinturas acrílicas, as cores me conduziam ao figurativo e abstrato. Não usava pinceis, e sim, empaste da tinta com espátula.


 Os quadros sobrevivem ao longo do tempo.
Acrílicas









Tarde na praia



















Sem título


Monotipia

Monotipia em acrílica e ponteado em nanquim.



Aquarelas

Composição



Fundo de quintal

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Oiketicus kirbyi





Este desenho passou por vários processos e adaptações até sua conclusão final.


  • A técnica utilizada no cesto é aplicação da tinta gouache em papel-manteiga amassado, alguns tratamentos foram feitos para evidenciar a textura na representação da teia que compõe o casulo da lagarta - veja o vídeo.  Foi preciso fazer três versões do casulo até chegar no resultado satisfatório para sua conclusão.
  • A lagarta feita em separado, e pintada em aquarela e gouache em papel Fabriano 200g.
  • Toda a composição do trabalho foi finalizado com recurso digital combinando desenhos e fotografia em uma única prancha.

Local de trabalho, casulo em observação.


Manipulação da imagem e tratamento digital para composição do quadro.

A lagarta, em uma ótima pose para tirar fotos e mostrar sua beleza!   :-)

Conhecido como Bicho do Cesto.
As fêmeas vivem sempre em fase larval passando todo o ciclo de vida dentro de um casulo. Esse fenômeno é chamado de neotenia (larva neotênica), que ocorre quando as características da fase jovem são mantidas no estágio adulto.

Uma outra curiosidade é que a larva pode tecer sua teia agregando outros materiais encontrados na natureza como folhas e gravetos para compor seu casulo protetor.

Somente o macho desta espécie se transforma em mariposa ao atingir a fase adulta. 


Fonte: 

Neotenia

Durante os períodos de observação e o processo do desenho, aproveitei um dos momentos raros: o passeio da lagarta, por sinal muito arisca, foi a oportunidade para tirar fotos:
Seguindo o fio do telefone do laboratório.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Serra da Calçada

Paisagem do cerrado mineiro.

Vista noroeste da Serra da Calçada em Nova Lima. 
Além da beleza, é local preferido para lançamentos de planadores de encosta.  
Este desenho foi feito no final da tarde depois de um dia com pouco vento, na espera de um lift constante, e o momento de voar com um planador RC.


"O Buracão" - desenho no caderno de campo - aquarela.


Trimezia juncifolia, flor do cerrado:



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Serra do Cipó

Páginas de cadernos de campo.

 Exercícios de desenhos de observação e esboços feitos em
cadernos de campo, com alunos do Curso de Ilustração Científica Biológica em 2013. 

O local de observações é o Parque Nacional da Cerra do Ci.


Scinax fuscovarius - aquarela

Hemidactylus mabouia (lagartixa domestica tropical morta)  
- aquarela

Libélula - aquarela com caneta dágua
Vespa - esboços  em desenho cego
Um momento na elaboração do desenho!

Paisagem no Mirante da Serra do Cipó.   
Aquarela e lápis de cor.

Deck do Tôma Fôlego - aquarela


Caminho para o canyon.


Trabalho de Campo na Serra do Cipó
Visitar o Parque Nacional da Serra do Cipó foi uma experiência didática para realizar trabalhos de campo. O objetivo foi treinar equipe de desenhistas para ajudar na coleta de dados de espécies endêmicas.

Fazemos parte de um grupo de ilustradores em formação dos cursos de ilustração científica, e a proposta desta nova atividade, é vivenciar, observar e descrever a paisagem, seus habitantes e seus comportamentos através dos desenhos. 
Os cadernos de campo ainda são ferramentas novas para nós desenhistas iniciados, mas agora passam a fazer parte importante do nosso material de trabalho como objetos mais recomendados para o nosso cotidiano, e soma aos já acostumados lápis, aquarelas e pinceis, e câmeras fotográficas nas nossas mochilas.

Como metodologia, o exercício do módulo proposto pelo curso de ilustração, é treinar o olhar do observador sobre os objetos reais. Se uma planta no meio da floresta, ou um animal no campo em movimento nos interessa, devemos estar atentos para o registro rápido. Esta atividade se difere dos desenhos que usam fotografias como referência visual, o que se tornou um vício da comodidade nos dias de hoje, principalmente com as imagens compartilhadas via internet.

A fotografia sim, foi usada como recurso auxiliar de foto-esboço, permitindo uma visão relativa ao autor e à sua obra da contextualização daquele lugar. Nosso grupo procurou desenvolver e aplicar os conceitos assimilados em sala de aula, até com treinamentos prévios em parques menores e jardins botânicos da cidade para exercer atividades em campo, e praticar esboços rápidos-cronometrados e quase cegos aprendidos nos cursos, e agora, aplicando na prática novas técnicas (de desenho e fotografia) para desenvolver as habilidades em ilustração científica.

É um desafio técnico (pode-se dizer que tem também uma função poéticaexperimentar a rusticidade e a rapidez de decisão ao se deparar com animais e suas interações com o ambiente, anotar os fatores climáticos, anotar formatos, coloração e hábito das plantas - atenção à flores características da paisagem do cerrado, e os fenômenos naturais típicos do lugar.

A exuberância do Parque Nacional da Serra do Cipó, nos deixou ofuscados pela beleza e permitiu um trabalho com maior sabor de aventura, bem diferente dos realizados em sala de aula. Os acasos e as oportunidades de registro da cena, em um contexto a céu aberto no meio da floresta do cerrado sujeito às intempéries e à falta de conforto, mais algum incômodo provocado por insetos, como os carrapatos, nos desperta atenção para situações curiosas e imprevisíveis, mas sem abrir mão dos cuidados necessários de segurança! 

Fiquei deslumbrado com um cenário de galhos retorcidos secos e queimados, em contraste com um verde intenso mesclando na paisagem uma poeira rosada suspensa pelos ventos rasantes ao chão, se fundindo com a neblina da manhã de inverno no horizonte azulado das montanhas. É de uma beleza cinematográfica!


 Julho/2013




Mirante da Serra do Cipó.